mercredi, juillet 11, 2007

Na noite de sábado, sonhei com ele a noita toda. Eram sonhos angustiantes.
Eu passava quase todo o tempo procurando por ele e com muito medo de não encontrá-lo. Só lembro de dois:

Praia, mistura de show, festa popular, carnaval? A gente se vê, mas sempre me arrastam para longe. Ele joga volei. É ele e não é. O corpo é completamente diferente: um e setenta e tres mais ou menos, moreno, cabelos lisos, corpo mais cheio. Bonito, mas não é ele e ao mesmo tempo é. Angústia de não encontrá-lo quando a festa e o volei acabarem. Tem uma amiga que arrasta para longe dele, para as areias da praia. A praia tem uma escada para se chegar. Sento na escada para ver o show. Volto. Estamos emocionalmente juntos, mas tenho medo de perdê-lo na multidão. Acaba o jogo. O perco no meio das outras pessoas. Me perco. Paro, perdida sem ele. Tento ligar. Tristeza. Até que ele chega, por trás de mim e me abraça. E ele é finalmente ele. Um metro e noventa, magro. E é o meu amor. No sonho isso é bem claro. Acordo?

Angústia dele não me procurar mais, angústia de não ve-lo nunca mais. Tristeza, tristeza. Mas quando acordo já tem mensagem no celular. Dele. Alegria. Mas era outro sonho. Acordo. Não tem mensagem nenhuma.
Êxtase (Guilherme Arantes)

"Eu nem sonhava te amar desse jeito
hoje nasceu novo sol no meu peito
quero acordar te sentindo ao meu lado
viver o êxtase de ser amado
espero que a música que eu canto agora
possa expressar o meu súbito amor..."

Tocou esta música enquanto estava com ele.
Me deu uma vontade louca de chorar.
Eu sei que estranho, que foi precipitado
(Aliás, tudo foi precipitado)
mas foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.
Senão O mais emocionante.
Aí eu não sei se estou louca...
ou se é ele aquele pelo qual eu espero todos esses anos.


Como alguém pode se apaixonar tão perdidamente assim em dois dias, oito telefonemas e dez horas?
Eu posso, ai como eu posso!
Ah, teve também uns torpedos e o msn.
E ele veio num cavalo branco.
Não lembro como a conversa começou, também não lembro o dia.
Lembro de quando me ligou pela primeira vez, quinta-feira, 5 de julho.
No exato instante em que estacionei o carro.
Coincidência? Provavelmente.
Lembro também de quando ligou na sexta no exato instante em que abri a porta do carro para buscar o celular que havia esquecido lá dentro.
Foram oito ligações no total. Até sábado.
Quando nos encontramos quase as duas da tarde.
Nos despedimos depois da meia-noite.
Pode alguém se apaixonar tão perdidamente em dois dias, oito telefonemas e 10 horas?

Eu posso. Ai como posso.
Lá vou eu de novo como um tolo, procurar o desconsolo que cansei de conhecer? Ou não?