samedi, juin 10, 2006

como as garrafas de náufrago...

"Essa carta é como uma garrafa jogada ao mar, não sei se vai chegar a quem se destina, mas preciso lançá-la.
É ao mesmo tempo um desespero e esperança, ao mesmo tempo que é um suspiro, silencioso, é um grito, ao mesmo tempo só pra mim e toda pra você. Pra esquecer, encerrar, virar a última página, ou pra lembrar porque esta lembrança é tão boa... é para ela que me reporto quando me sinto incapaz de me encantar com alguém, de sonhar, de me entregar, de me apaixonar perdidamente. Tanto tempo que não sinto isso, que as vezes ate esqueço como e acho que nunca vai acontecer de novo. Não falo isso com amargura não, não é que não acredite em nada, ou que não permita viver, só não acontece mais. Sei lá parece que secou, como se eu tivesse uma cota de paixão na vida e já tivesse gastado tudo. Engraçado que adolescente eu sonhava com o dia que seria assim, e me parecia impossível, que este dia chegasse, mas chegou. "

Escrevi isso em 23/05/2004, pro Dr.L. Quase dois anos se passaram e mal sabia eu que sim, sentiria de novo, me encantaria, sonharia, me entregaria e me apaixonaria perdidamente. E sim, sofreria tão terrivelmente depois que poderia ter escrito isso hoje, agorinha mesmo pro A.